domingo, 18 de março de 2007

“Vender-me aos seus velhos conceitos sujos, até hipócritas, da nova sociedade sem limites?
Não!
Tenho certeza que não...Não preciso disto, um falso humor mesclado com ardor de falsa fama que temos.
Serei fútil, um poeta de porta de bar a esperar o sol sair em mãos de um anjo qualquer que não seja você, nem eu!
Meu caro não se faça de rogado, você está na mesma merda social que todos...
Todas suas cantigas hipócritas não servem mais, o que vale é talvez a esperança em uma nota ainda não tocada, em uma história não vivida.
Não se faça de rogado, amor, meu amor, você é tão fútil, se vendeu, se deu mesmo, a troco de quê?
De fama, pseudofama que levo para a cama todas as noites...
E sigo sonhando e você amando esta merda de fama louca, rouca, bêbada.
Você me diz para sair, eu digo tudo bem, mas com minha integridade, a mesma que você perdeu faz tempos.
Fico puto por me decepcionar e por te decepcionar com meu português errado (para você!), mas te compreendo, no fundo você só quer crescer como todos...
Só não sabe disso, eu sei, mas te abraço.
Louco, como anjo, como você quer...” (Ouro Preto, 2006)

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