domingo, 18 de março de 2007

“O que será que passa na cabeça destas pessoas?
Elas passam olham-me e seguem
Como se eu não estivesse aqui
Alguns chegam pedem fósforos...
Eu dou o isqueiro e ele não tem gás
E essa senhora sentada oposta a mim?
O que ela pensa de mim?
Um marginal, um drogado?
Ou será que pareço com um filho dela?
Ou um conhecido, quem vai saber?
Aqui ninguém sabe nada de ninguém!
Eu sei uma coisa agora,
Emprestei minha caneta a uma senhora que se chama Maria...
Esta mesma caneta que escreve cartas de amor
A uma outra Maria, que está longe e perto de mim” (São Paulo, 07 março 2006)

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