quarta-feira, 14 de março de 2007

“Ter que viver no medo, no silêncio

acordar e não abrir os olhos

assim quase sempre sinto – me

um ódio por não ter o que ouvir

ver e não ouvir

ainda por cima começa – me a falhar as vistas

não acho espaços em nada...

talvez esteja procurando em lugares errados

minhas idéias estão em êxodo

somem por entre turvas nuvens

calam – se pelas lágrimas

pelas várias ambições do querer ser

estala – se os risos por onde passa

e continuo não me vendo no espelho

sabe aquele gosto de você?

É... eu o senti hoje na manhã.

Em mais uma que não pude dormir tranqüilo

para que insistir tanto em lhe ouvir?

maldita hora que fui olhar para’trás

maldita hora que lhe procurei

necessito mesmo é de me entorpecer

assim ao menos por instantes consigo lhe esquecer

mas volta...

Você sabe que volta, e eu sei também...

Só queria estar agora com você ao lado dormindo

e ter na mente outros poemas de fulgaz amor,

não ter mais que fugir do dia ”

(23 de fevereiro de 2007)

Nenhum comentário:

Visitantes

Loading...