domingo, 18 de março de 2007

“Sentado na rua a beira da loucura
ansioso por voltas e envolto na minha revolta
aqui estou eu e quando menos espero me lembro que estou sozinho
ao fundo o telefone toca...
será você se lembrando de mim?
Esse tempo que não passa, nada me dá vontade de fazer
A não ser, continuar sentado aqui nesta rua tão receptiva
(poderia ter um trocado para uma bebidinha...)
mas aqui sigo, vejo trabalhadores indo, vindo...
vejo amores flutuando ao vento
outros sonhos em branco, alguns seres em transe,
aqui também passam muitos carros e motos e pessoas
mas todos somem depois de cruzar a esquina
todos sabem que têm de sumir após a esquina!
Mas seguirei aqui sentado, posso até mudar de calçada
Porém daqui eu não saio, por hoje.”
(Rio de Janeiro, 12 janeiro 2007)

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