sábado, 10 de março de 2007

KUOLEMA ART ZINE 19

KUOLEMA ART ZINE NÚMERO 19
DATA: SETEMBRO DE 2006

“Uma criança me olhou no fundo
no fundo que precisa ser preenchido
ela se foi, não disse uma palavra.
Assustada, isso percebi,
amarrotei todo seu conceito infantil
outro dia ela voltou
mais adulta, e com uma margarida
queria me dar a flor e amor
mas eu já não estava mais em mim
me deixei ser levado pelo mar louco
das bebidas, destiladas nos amores,
me foi estendida uma mão,
fechei a minha, com convicção!
Não vi mais nada, não ouvi mais nada
só meu silencio interno
e neste momento morri.”

“Derrepente calou-se o silencio
morreu o tempo de espera
silencioso e inquietante instante
preliminar prolongada ao máximo
como um sopro veloz, ofegante
um absurdo de cores mescladas
desceu-se então o véu impuro
das mentes em silêncio
ouvia-se somente passos de dança,
mas longe, infinitamente longe
ao norte da fome
à deriva da morte
pobre sujeito sem sorte, sem dote
o que será de você?
E o silencio reclamava
desta vez tão alto, podia-se ouvi-lo
longo... Longe... Bem longe
ao sul do azul
onde abrimos as portas verdes
mas não guardamos as chaves
(se é que as tivemos!)”

“Esse meu eu que tanto te quer
esse meu eu que não desiste
não dorme, só chora
te espera, e ainda te chama
espera muito
esse eu que te odeia
por não saber o motivo
esse eu que odeia te odiar
mas te ama odiando
esse meu eu que desconheço
sem eira nem beira
esse eu quer sua liberdade de novo
esse eu toca por você
te odeia
esse eu não some,
insiste em você!”

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