sábado, 10 de março de 2007

KUOLEMA ART ZINE 18

KUOLEMA ART ZINE NÚMERO 18
DATA: SETEMBRO 2006

“Te escrevi um poema, você apagou
te dei amor, você bebeu
ressaca, vomitou
dou vida, você morre
acertos, erros, e você não leciona
procuro noite você calma
sofro, você supera
se supero você me faz sofrer
fumo, você esconde o isqueiro
corro a pé, você segue de carro
olho para atrás (lembranças)
você vê o futuro me passando
morro, você me enterra fundo
quero conversar, você não tem voz
não sei nada, você acerta todas
penso nos segundos, você em anos luz
nem sei meu nome
você se chama como quiser
me dedico, você simplesmente se abdica
espero, você não tem pressa
e segue matando a nossa poesia
(JÁ MORTA!)

“Quanto poderia ter mudado?
Me recuperado?
O despertar do medo, agora sem efeito
acostumado com todos e tudos
E se não quisesse me mudar?
Aceitaria a situação?
Fumaria um cigarro comigo?
Eu tenho, te convido
logo antes do último trago,
te entrego, me separo de mim
me coloco em dúvidas
vibro serpenteio cortante que sou
pensando em mudar...
nem toda resposta está na mudança!
E é difícil de se entender
fácil de se entediar
mas por hora somente me calo.”

“Cadê a poesia tão presente
nesta vida tão ausente?
Com flores, amores, odores
odores da dor do desamor
do social habitacional
que não tem onde morar
tudo nada as vezes
uma música que vem, que vai...
E você o que faz?

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