sábado, 10 de março de 2007

KUOLEMA ART ZINE 12

KUOLEMA ART ZINE NUMERO 12
DATA JUNHO DE 2006
(ESPECIAL DE UM ANO)

“O POEMA
um poema como um gole d’água bebido no escuro
como um pobre animal palpitando ferido
como uma pequenina moeda de prata
perdida pra sempre na floresta noturna,
um poema sem outra angustia
que a sua misteriosa condição de poema
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.”
(Mario Quintana)

E o amor...
O amor que cresce embaixo da mesa
entre dois desconhecidos
inexperientes
que não se conhecem...
entre dois que se olharam
por primeira vez
e de novo...
(Maria Buono Core)

Palavras bêbadas
Palavras bêbadas não valem nada
sempre a incerteza
de algo incompreensível
que não se alcança sóbrio.
Bom, só um pouco mais e me compreenderas...
...talvez por inteiro.

“Fala, fala, fala, fala
fala que está vindo
foi, mas chegará
sabe o que é?
!? não!?
É só você sentir
só você ver
e vai falar...”
(Maria Buono Core)

“Guardado, escondido, expulso
solto, avante, contente
com coisas banais...
guardado, contido
um grito guardado
apenas um grito guardado”

Pensamos que nossos caminhos
nos uniram, será?
As coincidências formaram
uma rede
e justo ficamos no meio?
juntos...

“A DELINQÜÊNCIA É CONSEQÜÊNCIA LÓGICA DE UM SISTEMA INJUSTO?”


“Versos desconhecidos flutuam
no vazio que está minha cabeça!
Precisamos preenchê-la! Urgente!
Poesia com ância de liberdade
sombras de um sonho alegre.
Uma esperada vinda da mais bela das palavras,
que dará outro sentido a vidas mortas
cheia de enigmas; desenhos loucos
de sede de tinta vermelha, preta
ela se aproxima, me olha, me sente
e se vai com tanta pressa,
só diz que uma outra hora irá voltar e ficar!
Mas quando?
Não tenho respostas!
Sobrou apenas o cheiro doce de frutas frescas!
Um momento congelado
Mas ela ira voltar, e a palavra
Que tanto busco irei ouvir.
E sempre me lembrar com carinho.”

Sufocados pelo massivo ar sujo
sem forças para tentar puxar mais ar
derrepente um tiro!

Um tiro certeiro,
mas certeiro em quê?
Se não haviam mais pessoas por ali,
Todas haviam fugido por conta do ar sujo
Que não tinha mais ninguém
Pra tentar puxar mais um pouco,
Será que acabou mesmo?
Derrepente um grito...
E outros
outros!
Já haviam mais pessoas para morrer
Depois dos gritos as flores
má sorte delas;
não havia mais ar
e desta vez nem sujo nem limpo!
...as flores foram atingidas
por balas malucas e molhadas,
molhadas com lágrimas,
o tiro não matou as flores,
elas simplesmente
espalharam seu pólem
pelo mundo sem ar!
...sim sobreviveram!


“Minha vida!
Sinto saudade de que?
Da bosta...
De mim???
O que quero?
Nada!!
O que quero você não tem,
ou tem e finge pra mim!
Crianças??
Quem disse isso?
Só quero sexo!
Nunca disse isso!
Tenho certeza!”


“Ilusões ópticas de um novo caminho;
menos tortuoso; quem não quer?
Eu vendo todo tipo de ilusão
da mais banal a mais procurada,
um traficante de sentimentos.
Utopia, sonho?
Pesadelo, medo?
Ânsia, carinho?
Socos, tapas?
É só escolher! Moro ali,
Onde a noite não tem fim,
Perto do abismo onde estão os que tiveram seus sonhosRoubados no dia em que a noite teve fim.”

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