domingo, 18 de março de 2007

“Esquematizaram tudo que podia voar
menos meus conturbados sonhos
sonhos primaveris, cheios de damas da noite
noite que por sorte segue sem perceber
que sou eu o regente lunático
que contorce entre montanhas de cinzas
sou vulcão de gozado riso enfadonho
fardado com flores que me dei
sou uma cidade inabitada de pássaros
sou eu quem te acordava
quando da madrugada chegava
caia-se a cinza do cigarro esquecido
ouvia-se o simulado murmúrio
e o adeus de doido na vida
é, preciso limpar meu cinzeiro” (Ouro Preto, 04 fevereiro 2007)

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