quarta-feira, 14 de março de 2007

“Derrepente calou-se o silêncio
morreu-se o tempo de espera
silencioso e inquietante instante
preliminar prolongada ao máximo
como um sopro veloz, ofegante
um absurdo de cores mescladas
desceu-se o véu impuro das mentes em silêncio
ouvia-se somente lágrimas e alguns passos de dança
mas longe, infinitamente longe
ao norte da fome
a deriva da morte
pobre sujeito sem sorte, sem dote
o que será de você ?
e o silencio reclamava
desta vez tão alto que podia-se ouvi-lo
longo...
longe...
bem longe...
ao sul do azul
onde abrimos as portas verdes
mas não guardamos as chaves
(se é que as tivemos!)”
(Ouro Preto, setembro 2006)

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