segunda-feira, 31 de outubro de 2011

poesia


“Fragmento-me em selos, espelhos, dores
Odores (seus) que não apalpei
Não amei, nem queria...
Escorrego-me por seus dedos, mãos, seios
Numa água onde se morre de susto,
Uma gorda anoréxica vontade de sofrer

E se de súbito gritar:
 - Aqui estou?

Assustar-te-ia ludicamente em roteiros quebrados?
Sofro muito a sua falta
Falta de sua avançada idade musical,
Mas é tudo tão efêmero.

Venha!
Corte mais uma vez meu pescoço
Vingue-se em minhas veias
Meus anseios de menino vaidoso
Sempre me obrigam a lhe querer um pouco mais
Sempre assim
Antropofagicamente”
Poema originalmente escrito em 23 de fevereiro de 2007, adaptado em 16 de outubro de 2011.
Silhueta Art Zine, edição número 54 (outubro de 2012)

2 comentários:

Orides Siqueira disse...

Belissima poesia poeta !!!

Elis Bondim disse...

recebi uma zine sua na sexta-feira em frente ao Theatro Municipal e gostei muito.. gostei muito desse poema também.
A poesia está em nós e é sempre admirável quando conseguimos transportá-la para as palavras. Parabéns. :)

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