terça-feira, 10 de abril de 2007

“Tudo era observado pela calma clara lua
Nesta noite de ruas embriagadas, estava eu
Lá a chorar em tom de lua maior
- Sem sustenido, nem gemidos
Não achei meu caminho, me dei por pouco
Bebi e me despi de almas que não eram conhecidas
Estava só, com meu prezado orgulho sutil
Quente como aço e louco como um bêbado
As idéias não vieram e a fala secou
Tudo que disse secou, não sabia de mentiras
Mas menti...
Mas te enganei...
Fui sua nuvem no céu cinza
Onde a lua – pobre lua – não tinha espaço
Mostrei a outra face da lua, e sorrimos
E tudo era visto pela lua...
Que nem sempre aprovava meus obscenos atos
Depois chorei lágrimas que não eram minhas
Fumei o cigarro, seu último cigarro
E neste engano me colei, todo a seu dispor
E me colocaste fora de seu enigma,
Como tudo sempre acontece ao avesso
Avesso da loucura ébria de um qualquer
Ao cair do cigarro, do amigo, do escuro torpe
Tentamos...
Não tínhamos nada a perder
Mas perdas provocadas doem, e muito
Não inventaram um trago amnésico
Não olharam que era verdade mentir
E pior, não sorriram, riram.
Elegi a loucura minha saída
Minha divida com a vida
A SOLIDÃO È UM FATO”
(Ouro Preto, 01 abril de 2007)

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