sábado, 10 de março de 2007

KUOLEMA ART ZINE 22

KUOLEMA ART ZINE NUMERO 22
DATA: DEZEMBRO 2006
“Dedicado ao amigo Zé Guilherme”

“E quando um poeta chora, nascem flores
com seus vários odores embaraçosos
sou quem sopra este vento,
se chegar até você, pare, sinta.
Sou apenas eu, lembrando nossos sonhos.

Quando um poeta chora, o tempo para
sem lógica simétrica
uma coisa brava, inesperada
não seque nunca suas lágrimas
elas serão o pequeno sorriso do aprendizado!
Só olhe e sorria...”

“Lua tímida, por que você não me suga
em suas entranhas deve existir esta vida que tanto busco.
Por que insiste em se esconder assim?
Não me torture mais com seu jogo,
percebi hoje sua luz se dissipando;
eram tantos os caminhos, até sorri,
era um sorriso de verdade, como uma criança.
Foi tão bom te ver hoje
pena sua timidez seguir forte ainda
agora sou eu quem escondo,
escondido posso chorar, espernear,
te esperar...apareça, sorria e me de a sua mão
ai fumaremos o último cigarro juntos,
re-sonhando tudo, tudo como antes.
Se você lua soubesse como estava linda,
com seu vestido de nuvens acinzentadas!
Mostre-me sua outra face!
Acorde em mim esta outra face!
Acorde em mim esta metade que ama,
esta que adormece do nada, sem noção!
Oh lua! Me desculpe, me faltam palavras
Sobra solidão.
Vou para as montanhas te esperar.”

“Nada nunca é tão eterno assim,
Até o mais longo dos dias se acaba,
O mais lindo dos amores se abala,
Nenhuma estrada é tão longa que não possamos seguir
Queremos um querer desmedido
Envolto nas mais miraculosas mentiras
Sempre acreditamos, queremos acreditar!
Olhamos somente para as estrelas
e esquecemos dos buracos.
Nos levantamos e seguimos,
Sonhando somente com as estrelas.”

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