quarta-feira, 14 de março de 2007

“Do mesmo modo como jogo o calendário velho no lixo,

jogarei estes restos insanos de vida

assim mesmo, deste jeito simples

olho antes e tudo se vai...

logo já não lembrarei de mais nada

logo não quero me lembrar de nada

estou tão abafado onde me deixei ficar

quero ter algo em que me assegurar,

ma em que? Tudo é lixo!

Não há verdade em sentimentos loucos

Não há dor no que jogamos ao lixo

Há dor no olhar de quem ainda observa o arco-íris no abismo

Ainda há amor em meu olhar...

Mas esqueça, logo tudo vai para o lixo

E se tudo for feito certo, um dia se recicla”

(Ouro Preto, 16 janeiro 2007)

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